sábado, 18 de dezembro de 2010

A MORTE

A morte tem que existir
Cruel, brava, ligeira
Para que a vida seja
Doce, alegre, passageira

Preta em sua hora
Ela vem e devora, deixando para trás qualquer súplica ou pedido

Mas assim mesmo a morte tem que ser
caso contrário, não é morte.
E essa é a condição de viver
A gente vive, mas a gente morre;

só vive, se morre.
só se vive, se se morre.
só vivo, se você morre.

É interessante e um tanto justo,
manter o equilíbrio
no momento lusco-fusco.

Nathália Polachini

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