Hoje vou começar a refletir sobre o livro Siddhartha, escrito por Hermann Hesse. Li a primeira vez esse livro quando estava no 1º ano do Ensino Médio. Na época, ainda muito adolescente, lembro que o li muito rapidamente, na sala de aula mesmo, em alguns momentos de aula vaga. Alguma coisa na história de Sidarta me chamou a atenção. Aquele homem que andava mundo afora procurando respostas, buscando experiências com todos os tipos de pessoas e coisas me fazia lembrar de algum modo o meu heroi favorito desde a 7ª série; ele, o Holden Caulfield, de O Apanhador no Campo de Centeios (de J.D Salinger). Enfim, gostei do livro, apesar de na época as palavras significarem pouco para mim. Eu sabia que ali havia algo de muito precioso, mas teria eu que retornar uma próxima vez, para cultivar mais aquela terra, porque dali eu sentia que sairiam frutos, ou flores.
Isso foi aos 15 anos. Apesar de nunca ter esquecido desse título, a oportunidade para relê-lo somente surgiu semana passada quando encontrei Siddhartha na livraria Barnes & Nobles em Nova York. Não hesitei! É esse!
Siddhartha é mais que o retrato de uma jornada espiritual, é o retrato de um homem descobrindo a si próprio e enfrentando corajosamente o mundo e as diferenças. Sem preconceitos, sem conceber A Verdade a priori, Sidarta se abre para o mundo. Sedento pelo conhecimento, aprende a ouvir e a ser ouvido, aprende com o Budda, com as prostitutas, com as árvores e com os rios, para, por fim, ser capaz de tecer a sua própria filosofia de vida e conseguir o auto conhecimento.
E Hesse me fascina com o pensamento e a religião oriental.
Postarei todos os dias os fragmentos do livro que foram mais significativos para mim, os quais certamente dialogaram com todos aqueles que também têm dentro de si a semente do descontentamento...

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